
As horas passam, parecem que nunca vão chegar ao fim. Meu quarto é tão pequeno sem você. Meu pequeno mundo parece não me pertencer mais, pois a astronauta que o povoava teve que voltar ao seu planeta. Meu refúgio virou base inimiga. Desde que não nos vemos mais, ele parece uma camara de gás, e eu estou morrendo a cada segundo. Nada me trás a felicidade que eu tinha, o violão que eu tocava, está desafinado, desalinhado, podre, pobre... Diferente de antes, nos momentos que ele levava o sorriso ao seu rosto. Nossa! Era tudo que eu queria hoje, esse sorriso que fazia meu violãozinho simples ser potente, imponente, radiante! Tudo que eu escrevia era pra você, e acho que ainda é. Estou aqui, esperando pra renascer, você permite?
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